BLOG DE ESQUERDA

POLÍTICA, CULTURA, IDEIAS, OPINIÕES, MANIFESTOS E ETC. (envie os seus contributos, dúvidas e sugestões para o blog_de_esquerda@hotmail.com)Este blog é mantido por José Mário Silva e Manuel Deniz Silva.

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31.8.03
 
TELEGRAMAS. Falta de tempo e cibercafés sem acentos portugueses nos teclados dos computadores traduzem-se nisto: posts ainda mais mi'nimos (embora nem sempre li'ricos). Pronto, tenho que ir. Montmartre nous attend. Amanha (imaginem o til no u'ltimo "a") ha' mais.

 
REGRESSO. Paris, acompanhado, é muito melhor.

30.8.03
 
...NEM CEDEMOS. Uma das características do BdE tem sido, desde o seu início, a abertura sem preconceitos a todos comentários, venham eles donde vierem. Quisemos que este espaço fosse hospitaleiro, mesmo para aqueles que se encontram em posições opostas à nossa. Uma desafio difícil, que muitos outros blogs polítizados recusaram à partida. Mas que nós assumimos, porque acreditamos na cultura do comentário que a blogosfera permite. Procurámos sempre, desde que começámos esta aventura, contribuir para a criação na blogosfera de uma verdadeira ética de discussão. Que seja franca, acesa e frontal, mas também leal e honesta. O que nos permitiu criar relações cordiais e de respeito mútuo com muitos dos nossos leitores que não concordam minimamente com as nossas ideias políticas. É essa riqueza que nos faz acreditar na blogosfera e gostar de manter este blog. Por isso ficamos desalentados quando os comentários são utilizados para ataques reles e sem conteúdo. Em momentos como este, apetece-nos (pelo menos a mim) acabar com os comentários e até mandar o blog às urtigas. Mas isso seria dar demasiada importância a derrapagens que continuam, felizmente, a ser marginais. Não serão provocações destas, por mais obscenas, que nos vão fazer mudar de ideias sobre a blogosfera. E este blog vai continuar a ser, como até agora, um espaço de liberdade. Disso não vamos abdicar.

 
NÃO ADMITIMOS... Recentemente, os problemas com o Enetation têm vindo a desaparecer, o que permitiu não só uma maior rapidez no acesso à página do BdE, como o regresso dos comentários (apesar de estes ainda não estarem indicados correctamente). Entristece-nos muito que o regresso desse autêntico «blog subterrâneo», como já lhe chamámos, seja marcado por um episódio triste. Nos comentários ao post «O cemitério dos caminhos que se bifurcam», alguém introduziu um comentário despropositado e vulgar. Na verdade não se trata sequer de um comentário, mas apenas de uma descarada expressão de ódio. Repetimos aqui muitas vezes que não admitiríamos conteúdos xenófobos, neo-nazis, racistas nem homófobos. No computador em que me encontro não posso apagar o comentário em questão e tenho muita pena. Não admitiremos nunca este tipo de comportamento no BdE e cada minuto que o comentário estiver disponível aqui me será penoso. Terei no entanto de esperar até poder aceder ao computador do meu irmão, que se encontra por terras de França. Até lá, a mensagem ficará onde está, para meu desgosto e revolta. É que não se trata apenas de mais um disparate de mau gosto, mas de uma provocação suja e desprezível.

29.8.03
 
11/9. No próximo dia 11 de Setembro vamos relembrar naturalmente a data fatídica que marcou a cinza o princípio deste século. O terceiro aniversário do terrível atentado dominará sem dúvida (e com toda a justiça) as discussões das próximas semanas. Mas um outro aniversário será igualmente por aqui lembrado, o de Theodor Wiesengrund Adorno, nascido em Frankfurt a 11 de Setembro de 1903. O centenário foi já ocasião para alguns congressos e simpósios, nomeadamente na área da musicologia (haverá um no final do mês de Novembro na Universidade Nova de Lisboa). Aqui no BdE vamos procurar lembrar alguns aspectos da obra do T. W., apontar coisas que gostaríamos que estivessem traduzidas, lançar alguns temas para o debate. Como primeira proposta de leitura, sugerimos desde já o último número da revista Lignes, publicada pela editora Léo Sheer. Um número especial que se interroga sobre a relação entre Adorno e Walter Benjamin, relação de trabalho e de amizade que determinou de certo modo a recepção posterior de Benjamin (é a tese de Jean-Michel Palmier, no seu texto Un matérialisme problématique), numa complexa geometria intelectual que compreende Bloch e Brecht, mas também Scholem. Uma cumplicidade, no entanto, que não impediu uma relação de forças por vezes violenta, e em que a actuação de Adorno não deixa de ser ambígua. A revista publica, aliás, um texto de Enzo Traverso (Une correspondance à minuit dans le siècle) que serviu de prefácio à edição francesa de uma recolha da correspondência Adorno/Benjamin, mas que os herdeiros de Adorno conseguiram impedir que volte a aparecer em futuras edições da antologia. Um sinal incómodo que mostra bem que há quem queira pacificar à força a memória de um contributo por demais complexo e contraditório.

28.8.03
 
O CEMITÉRIO DOS CAMINHOS QUE SE BIFURCAM. Oiço que o corpo de Sérgio Vieira de Mello vai repousar no cemitério de Plainpalais, em Genebra, conhecido pelas celebridades aí sepultadas. Ao que parece, é lá que se encontram as campas de Calvino, de Joyce, de Rilke e de Borges. E não pude deixar de pensar, quando soube que o escritor argentino ali tinha tomado derradeiro domicílio, que talvez este já tivesse reordenado secretamente o Plainpalais num labirinto complexo, evocação subterrânea do imaterial jardim de Ts’ui Pen. E se assim fosse, tenho a certeza que Borges se entreteria com Calvino, Joyce e Rilke, reconstruindo incessantemente as inúmeras temporalidades possíveis (passadas e futuras), num colectivo e infinito romance. E pensei que Sérgio Vieira de Mello seria agora, sem dúvida, recebido por esse grupo de Genebra tão distinto, e que ele lhes falará de um Iraque paralelo, em paz e sem exército de ocupação. Um Iraque ajudado por uma ONU reforçada e abrindo caminho à democracia. Um Iraque em que não há mentiras de estado a justificar guerras ilegítimas, nem objectivos imperiais camuflados de bons princípios. Um Iraque em que se não desenvolve o fanatismo e a ignomínia do terrorismo. Um Iraque onde ele não está morto.

 
CARLOS FINO ASSASSINADO. Com algum atraso damos conta de um post que o nosso confrade Salmoura nos «cedeu». Agradecemos a colaboração e convidamos os nossos leitores a dar uma saltada a este interessantíssimo blog.

JPP comete no Abrupto, no post intitulado "Carlos Fino em Bagdad", o verdadeiro assassinato deste jornalista, como tal.
Começa primeiro por anestesiar o leitor desatento considerando Carlos Fino «um jornalista experimentado, seguro, que não hesita em correr riscos para estar no sítio certo no tempo certo».
E conclui essa anestesia cutânea considerando que «essa capacidade permitiu-lhe (a Carlos Fino) momentos de reportagem que qualquer jornalista gostaria de ter».
É a partir daqui que JPP começa a libertar o gás que sufocará Carlos Fino. Senão vejamos:
1. «Fino não é um jornalista objectivo, nem nada que se pareça.»
2. «Fino é um jornalista programático, que desenvolve o seu trabalho em função da sua opinião e só vê e só comenta o que com ela coincide.»
3. «Se analisarmos os seus relatos da guerra, na estadia anterior, eles revelam um enorme desequilíbrio, insisto, enorme.»
JPP não nos dá – coisa rara em escritos dele: reconheço e fico incrédulo com isso – qualquer dado objectivo para julgarmos estas afirmações tão graves contra um profissional admirado por muitos, precisamente pela qualidade dos seus trabalhos.
É isso: falta de provas. Tal como a falta de provas das tais armas de destruição maciça em que JPP parece ainda acreditar – dizia-mos – é essa falta de provas que nos faz falar em assassinato.
Será que Carlos Fino é culpado de:
a. Não ter ainda mostrado ao mundo as armas de destruição maciça do Iraque;
b. Não ter mostrado ou ter mesmo destruído os documentos que provam o envolvimento do regime de Saddam com a Al-Qaeda de Bin Laden;
c. Convocar para a frente das câmaras da RTP manifestações de repúdio pela incapacidade gritante dos americanos em conseguir um mínimo de controlo, organização e funcionamento das infra-estruturas mais básicas no Iraque, e ignorar as manifestações de carinho e de regozijo por parte dos iraquianos agradecidos pelas excelentes condições de vida que os americanos estão a implantar solidamente naquele país;
Serão essas as culpas de Carlos Fino?
Atrevo-me a dizer que JPP não tem dados credíveis que lhe permitam desmentir Carlos Fino nas reportagens que o mesmo tem feito ultimamente. Eu leio muita imprensa estrangeira, sobretudo americana, e não vejo nela espelhados esses benefícios tremendos que JPP acusa Fino de ignorar. E o que vejo na imprensa americana é sobretudo o incentivo verbal tendente a elevar o moral das tropas e a apaziguar a inquietação que começa a alastrar no seio das famílias americanas que acreditaram em Rumsfeldt quando este lhes garantiu que a invasão do Iraque seria como que um passeio turístico oferecido aos seus filhos vestidos de soldados, e que agora estão apreensivas com o destino reservado a milhares deles nos vespeiros de Bagdad, Bassorá, Tikrit e outras cidades do Iraque.
JPP sabe o que está a fazer. Porque sabe que a sua opinião publicada tem efeitos dentro do PSD (partido de que JPP é deputado europeu) e no Governo.
JPP Pressiona assim o Ministro Morais Sarmento a, por sua vez, pressionar a administração da RTP para colocar Carlos Fino na "prateleira". Quiçá num caixão qualquer onde guardam os cadáveres dos jornalistas cujo trabalho embaraça a política do governo que quer passar para a opinião pública a imagem de um Iraque estável, alvo bom para investimentos financeiros, industriais e comerciais, lugar onde os 120 GNRs portugueses terão pouco trabalho e chegam para garantir a segurança dos cidadãos.
Eu sei que JPP de há muitos anos que tem um diferendo "mortal" com os jornalistas – pelo menos desde os tempos em que, deputado ao parlamento nacional, pretendeu que se restringisse a circulação dos jornalistas pelos corredores de S. Bento –. Mas acho, como cidadão, que se JPP quer combater e abater um jornalista deverá fazê-lo com objectividade e com provas. Porque, apenas com afirmações avulsas, é no mínimo chocante e despropositado.
Carlos Fino merece outro tratamento. Mesmo que se queira combatê-lo, o jogo deve ser limpo.
(Agnelo Sacramento Monteiro)

 
MITOLOGIA. «Há muito tempo que Marte não estava tão próximo da terra», dizem os jornais. Os iraquianos já confirmaram.

 
A CAMINHO DO AEROPORTO. Em menos de duas horas estarei lá em cima, nas nuvens. Depois, Paris (vista com outros olhos). Não sei quando escreverei, nem quanto, nem como. Mas escreverei. Até já.

27.8.03
 
ASTRONOMIA. Eu vi Marte a brilhar no céu, mas houve uma estrela só minha que tudo ofuscou.

 
27 DE AGOSTO DE 1977. Talvez não saibam, caros leitores, mas há precisamente 26 anos deu-se um milagre em Lisboa. Agora ficaram a saber, mesmo que nem suspeitem da sua beleza.

 
MANEL LÍRICO. Leio, pasmo, esfrego os olhos, volto a ler. É mesmo verdade. O meu irmão – a metade mais séria dos irmãos Silva, o Manel ideólogo, teórico e marxista inoxidável – pôs-se a escrever posts mínimos e líricos. Está tudo doido. Houve os fogos, houve a onda de calor, houve a Casa Pia, houve o Paulo Portas. E agora isto. Francamente, não sei onde é que vamos parar.

 
DILEMA. Durante dois dias, o serviço de comentários do BdE teve um apagão (maleita que atingiu todos os blogues dependentes do Enetation) e o número de visitas disparou, uma vez que a abertura da página, liberta do “fardo”, voltou a ser quase imediata. O dilema é este: nós gostamos de ter mais leitores, como toda a gente, mas não queremos retirar-lhes o direito à palavra, à crítica, ao feedback. Como conciliar as duas coisas?
Em Setembro vamos tentar resolver a questão (substituindo o Enetation, por exemplo). Mas até lá, como sempre, podem ir dizendo de vossa justiça.

26.8.03
 
COISAS PEQUENAS. Passo pela FNAC e compro um livro pequeno, por um preço também pequeno (1,5 euros), repleto de pequeníssimas frases. O Apocalipse Estável, aforismos de Karl Kraus, publicados pela apáginastantas, numa tradução de António Sousa Ribeiro. Miniaturas geniais, fragmentos lúcidos. Ficam aqui alguns, que nos falam de 1915 (ou será de 2003?):

«Como é que o mundo é governado e mandado para a guerra? Os diplomatas mentem aos jornalistas e acreditam na mentira ao lê-la»

«Vae victoribus!»

«Não, a alma não ficará com cicatrizes. A bala há-de ter entrado na humanidade por um ouvido e saído pelo outro.»

«"Conquistar o mercado mundial"; por os negociantes assim falarem é que os soldados assim agiram. Desde então fazem-se conquistas, embora não a do mercado mundial».


 
PARIS-LISBOA. No aeroporto de Orly, por entre a multidão em fim de férias, já não sei que viagem vou fazer. Volto ou estou de partida?


 
NEFELIBATAS. É sem dúvida uma boa ideia dar nomes de poeta aos aviões. Uns como os outros andam pelas nuvens a desenhar pontes improváveis no nosso imaginário. Aquele que me trouxe, por exemplo, responde pelo nome de Antero de Quental, alguém que teria certamente gostado de estar separado de Paris por apenas duas horas de voo. Mas ao entrar para o avião, sem querer, assaltou-me uma dúvida estúpida: será judicioso, nos tempos que correm, crismar um avião com o nome de um luminoso suicida?

 
NA SALA DE EMBARQUE. De repente, estou sozinho numa sala cinzenta cheia de écrans e gente carregada de malas e sacos da Disneylândia. Uma voz metálica chama insistentemente pelo senhor Fernandez, que está a atrasar o voo para Madrid. Eu fico sentado, a pensar em que quem ficou e a dizer baixinho versos de solidão:

I looked here;
I looked there;
Nowhere could I see my love.
And-this time-
She was in my heart.
Truly, then, I have no complaint,
For though she be fair and fairer,
She is none so fair as she In my heart.


[Stephen Crane, The Black Riders and Other Lines, VIII]

 
NÃO FAÇAS ISSO, PEDRO. Depois da aventura infame, o Pedro Lomba fez da sua página unipessoal, nelsonrodrigueanamente chamada flor de obsessão, um dos melhores lugares da blogosfera portuguesa. Ali, reflectia-se sobre as pequenas glórias e acidentes do quotidiano, sobre a beleza do fracasso, sobre o que nos resta quando as ilusões se esfumam e a vida aparece na sua nudez absoluta, tão depressa resplandecente como grotesca. Era um blogue com uma voz definida, um tom, uma maneira só sua de dizer as coisas. E era um luxo de ideias, de emoções à flor da pele, de magnífica prosa.
Agora, o meu amigo decidiu suspender a escrita bloguística. Até ver. Até lhe «apetecer recomeçar». E está no seu direito, claro. Há outras prioridades, outros projectos onde ele prefere investir o talento imenso que tem. Repito: está no seu direito. Mas eu também estou no meu direito de lhe dizer: não faças isso, Pedro. É arriscado. Nem Lázaro ressuscitou duas vezes.

25.8.03
 
ALLEZ ALONSO. Fernando Alonso tornou-se ontem, na Hungria, o mais novo piloto de sempre a ganhar um Grande Prémio de Fórmula 1, depois de uma pole-position e de uma corrida brilhante, em que dominou claramente todos os adversários (chegando ao ponto de "dobrar" o actual campeão do mundo). Há uns meses, quando o vi pela primeira vez a conduzir o Renault azul, senti que o rapaz possuía aquele "não sei o quê" que distingue os muito bons (como Coulthard, Hakinen ou Barrichelo) dos excepcionais (como Fangio, Senna ou Prost). Suspeitei, logo ali, que o asturiano entraria mais tarde ou mais cedo no Panteão do desporto automóvel. Agora tenho a certeza de que será mais cedo.

 
SÓ PARA QUE FIQUE CLARO. Na semana passada, lamentámos aqui o ataque à sede da ONU em Bagdad e a morte de Sérgio Vieira de Mello. No mesmo dia, um bombista rebentou com um autocarro em Jerusalém, provocando dezenas de mortos, entre os quais várias crianças. Como é óbvio, entre os cadáveres destes dois atentados, não há uns mais inocentes do que os outros. A veemência da nossa condenação é igual em ambos os casos. O terrorismo - falemos de Nova Iorque ou de Telavive, de Bilbau ou de Bali - é sempre um caminho de loucura e desespero. Mas isso não nos deve fazer ignorar o resto. No caso de Israel, o senhor Sharon. A forma como aproveita e alimenta a espiral de violência da Jihad Islâmica ou do Hamas, com o objectivo de arruinar todos os road maps e hipóteses de paz, é também uma forma objectiva de terrorismo.

 
VÍDEOS DE FAMÍLIA. Alguém vai ao armário e desenterra uma velha cassete VHS, onde estão resumidas horas de gravações caseiras: férias no Algarve, jantares de aniversário, aquela ida ao Norte, a ceia de Natal, o primeiro banho de um bebé que há muito tempo deixou de ser bebé. Doze anos é uma eternidade. E por isso olhamos aquelas pessoas, agora, com espanto e estranheza. Os primos: tão mais pequenos, ou magros, ou imberbes. Os tios: tão menos envelhecidos, ou tristes, ou cansados. Os avós: vivos, a rir, dizendo frases que já esquecêramos (ouvir as suas vozes, isso é o que mais arrepia). Depois, entre os zooms desajeitados, os cortes bruscos, os travellings aos tropeções, nós como éramos em 1991. O meu irmão, o meu pai, a minha mãe, eu. Vejo os recantos de uma casa que já não existe assim, as brincadeiras inocentes, o Manel a mudar de voz, a catástrofe da acne no meu rosto aos 19 anos.
O que fascina não é só a realidade em estado bruto, sem os filtros gentis da memória. O que fascina é ver, de repente, nas cores já desbotadas que brilham num ecrã de televisão, a mais terrível das evidências: a de que o tempo passa. Passa mesmo. E se umas vezes nos salva (já não tenho borbulhas), outras vezes é cruel.

 
LE RETOUR À LISBONNE. A metade parisiense deste blogue chegou ontem a Lisboa. A metade lisboeta deste blogue voa quinta-feira no sentido inverso. Não é um desencontro. É uma troca temporária. Espera-se que a metade parisiense, nos intervalos da sua investigação na Biblioteca Nacional, escreva mais. E que a metade lisboeta, em férias, deambulando entre as livrarias do Quartier Latin, o jardim do Luxemburgo e o Museu de Orsay, escreva menos. Seria o mais lógico. Mas nunca se sabe.



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